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ABORDAGEM DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE NOS TRANSTORNOS DE DOR GENITO PÉLVICA – VAGINISMO

Maria Letícia Pereira de Sousa1; Isabelle Siqueira Lima1; Sandra Rebouças Macedo2.

1 Graduada em Fisioterapia pelo Centro Universitário Christus, Fortaleza, CE, Brasil.

2 Doutora em Ciências – Universidade Federal de São Paulo. Docente do Centro Universitário Christus, Fortaleza, CE, Brasil.

Autor Correspondente:

Maria Letícia Pereira de Sousa

E-mail: [email protected]

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RESUMO

O vaginismo interfere, de forma negativa, na qualidade de vida da mulher acometida e na de seu parceiro. O objetivo do estudo foi conhecer a abordagem dos profissionais da saúde, no transtorno de dor genitopélvica – vaginismo. Estudo de campo, descritivo, transversal e quantitativo. A população foi constituída por profissionais que abordam o vaginismo em sua prática clínica e que faziam parte do “Grupo de apoio a mulheres com vaginismo”, sendo estes convidados a responderem um questionário on-line elaborado pelas pesquisadoras. Participaram do estudo 52 profissionais da saúde. Sendo, 39 fisioterapeutas (75%), 5 ginecologistas (9,6%), 3 psicólogas (5,8%), 3 psicólogos/sexólogos (5,8%), 1 fisioterapeuta/sexóloga (1,9%) e 1 ginecologista/sexóloga (1,9%). Estes profissionais relatam que em relação ao tempo de apresentação das queixas para o profissional, desde as primeiras tentativas de penetração, é de até dois anos na maioria das mulheres (67,4%) e relataram que a principal forma de abordagem das disfunções sexuais, é o esclarecimento sobre o tema (30,6%). A maior parte dos profissionais relataram que o vaginismo sempre afeta a mulher nos aspectos emocionais e pessoais (76,9%). Uma vez que o transtorno de dor genito pélvica- vaginismo é uma condição multifatorial, uma equipe multiprofissional treinada no assunto é necessária para uma abordagem abrangente em todos os aspectos da vida das mulheres.

 

Palavras-Chave: Vaginismo. Sexualidade. Disfunção sexual fisiológica.

 

ABSTRACT

Vaginismus interferes, in a negative way, in the quality of life of the affected woman and of her partner. The aim of the study was to understand the approach of health professionals in genito-pelvic pain disorder – vaginismus. Field study, descriptive, transversal and quantitative. The population was made up of professionals who approach vaginismus in their clinical practice and who were part of the “Support group for women with vaginismus”, who were asked to respond to an on-line questionnaire prepared by the researchers. The study included 52 health professionals, 39 physiotherapists (75%), 5 gynecologists (9.6%), 3 psychologists (5.8%), 3 psychologists/sexologists (5.8%), 1 physiotherapist/sexologist (1.9%) and 1 gynecologist/sexologist (1.9%). These professionals report that in the majority of the women, 67.4% of the complaints were submitted to the professional since the first attempts at penetration and reported that the main approach to sexual dysfunction is the clarification on the subject (30.6%). Most of the professionals reported that vaginismus always affects women in the emotional and personal aspects (76.9%). Since genito-pelvic vaginismus pain disorder is a multifactorial condition, a multidisciplinary team trained in the subject is necessary for a comprehensive approach to all aspects of women’s lives.

Keywords: Vaginismus. Sexuality. Physiological sexual dysfunction.