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ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA E SÍNDROME DA DISMENORREIA PRIMÁRIA: EXISTE RELAÇÃO DO TEMPO DE INTERVENÇÃO COM O ALÍVIO DE DOR?

Amanda da Rocha Rodrigues1, Juliana de Oliveira Souza2, Gabriela Bezerra Oliveira3, Isabela Coelho Baptista4, Priscila de Oliveira Januário5, Ariela Torres Cruz5

 

1Pós-graduanda em Fisioterapia Pélvica e Uroginecológica, Faculdade Inspirar, São José dos Campos – São Paulo, Brasil.

2Mestre em Engenharia Biomédica, Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), São José dos Campos – São Paulo. Docente, Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), Barra Mansa – Rio de Janeiro, Brasil.

3Graduanda em Fisioterapia, Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), Barra Mansa – Rio de Janeiro, Brasil.

4Pós-graduada em Neurologia Funcional, Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), São Paulo, Brasil.

5Doutoranda em Ciências da Reabilitação – Universidade de São Paulo (USP), São Paulo – São Paulo. Docente – Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), Barra Mansa – Rio de Janeiro, Brasil.

 

Autor correspondente:

Amanda da Rocha Rodrigues

Rua Prefeito Leonísio Sócrates Batista, n° 751, bairro Boa Sorte.

Barra Mansa – RJ. CEP 27338800

E-mail: rochaamanda.r@gmail.com

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Resumo

A síndrome da dismenorreia primária atinge a maioria das mulheres adolescentes e jovens causando absenteísmo no trabalho e na escola.  O objetivo deste estudo foi verificar a influência da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) na dor pélvica causada pela dismenorreia primária e comparar seu efeito nos grupos tratados com duração de 30 e 40 minutos. Participaram deste ensaio clínico randomizado 20 mulheres. Estas foram distribuídas em dois grupos iguais através de sorteio: GA – submetidas a 30 minutos de aplicação de TENS e GB – submetidas a 40 minutos da mesma técnica. Foram utilizados os seguintes parâmetros: frequência de 10 Hertz (Hz) e duração de pulso 300 µs. Antes, depois e duas horas após o término do tratamento, as participantes foram avaliadas através da Escala Visual Analógica de dor (EVA). Houve uma diminuição do quadro álgico nos momentos antes e após o tratamento (GA p=0,0009431 e GB p=0,0000440) e antes e duas horas após o seu término (GA p=0,0000812 e GB p=0,0000101).  Nos momentos depois do tratamento e duas horas após o seu término foi possível observar uma diminuição do quadro álgico, porém os valores não foram estatisticamente significativos (GA p=0,2446 e GB p=0,5778). Ao comparar os grupos nos momentos antes (p=0,9555), depois (p=0,3170) e duas horas após o término do tratamento (p=0,6179), não foi possível observar diferença entre estes. Conclui-se, portanto, que o uso da TENS contribuiu para a redução do quadro álgico das mulheres de ambos os grupos, porém, sem diferença estatística entre estes.

 

Palavras-chave: Dismenorreia; Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea; Fisioterapia.

 

 

Abstract

Primary dysmenorrhea syndrome affects most adolescent and young women causing absenteeism from work and school. The aim of this study was to verify the influence of transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS) on pelvic pain caused by primary dysmenorrhea and to compare its effect in the groups treated with 30 and 40 minutes duration. Twenty women participated in this randomized clinical trial. They were distributed in two equal groups by lot: GA – submitted to 30 minutes of TENS application and GB – submitted to 40 minutes of the same technique. The following parameters were used: frequency of 10 Hertz (Hz) and pulse duration 300 µs. Before, after and two hours after the end of the treatment, the participants were evaluated using the visual analog pain scale (VAS). There was a decrease in pain at the moments before and after treatment (GA p=0.0009431 and GB p=0.0000440) and before and two hours after its end (GA p=0.0000812 and GB p=0.0000101).  In the moments after treatment and two hours after it ended, it was possible to observe a decrease in pain, but the values were not statistically significant (GA p=0.2446 and GB p=0.5778). When comparing the groups at the moments before (p=0.9555), after (p=0.3170) and two hours after the end of treatment (p=0.6179), it was not possible to observe a difference between them. It is concluded, therefore, that the use of TENS contributed to the reduction of pain in women of both groups, however, without statistical difference between them.

Keywords: Dysmenorrhea; Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation; Physical Therapy Specialty.